Raimundo Durães, o pioneiro que batizou Umuarama
A história oficial, essa que vem sendo contada e recontada há décadas – e até repassada nas escolas pelos educadores -, tem sido egoísta com um dos principais (ou o principal, afinal foi ele quem concebeu a ideia de se fundar esta cidade!) personagens da História de Umuarama.
Os “contadores de histórias” na verdade apenas decoraram a ‘cartilha’ da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, a CMNP, que, numa sábia ação de marketing a publicou em forma de livro em que ela aparece mais do que deveria. E deixa ‘invisível’ muita gente que participou no processo de abertura e colonização desta área.
Por comodismo de garimpar, descobrir e aprender os detalhes verídicos da História, ‘supostos historiadores’ vivem a repassar essa versão parcial da colonizadora para as gerações posteriores, que de tanto ouvirem repetidamente a cantilena acabam acreditando nessa única versão.
Até mesmo o mentor da criação e construção da Capital da Amizade, acabou sendo deixado praticamente de fora da própria obra que ele mesmo criou.
Sumiram com sua memória a tal ponto que nem sequer um logradouro público existe em seu tributo na nossa geografia urbana. Não há praça, rua ou avenida que lembre ele... Um paradoxo, para não dizer, um tremendo absurdo! Culpa dos políticos que passaram pelo Legislativo e Executivo, que pouco conhecem da história da cidade em que viveram ‘empoderados’ por algum tempo. Eles também passaram e outros mais passarão...
Corrigindo tal injustiça e resgatando esse personagem perdido no tempo e no espaço, frisamos em alto relevo que seu nome é RAIMUNDO DURÃES, nascido em Curvelo, uma bonita e conhecida cidade lá das Minas Gerais.
Percorrendo os labirintos do passado descobrimos que esse mineiro foi um ícone de seu tempo e um dos baluartes na implantação da outrora poderosa cafeicultura nas terras paranaenses. Quase anônimo aqui nestes tempos modernos em que se pensa mais no presente e nada do passado, mas um grande desbravador que sempre é lembrado em Londrina e Maringá, nas quais deixou suas marcas no período da abertura do território ainda dominado pelas florestas...
Resultado do sucesso do “Ouro Verde” nas regiões do Norte Pioneiro e Norte Novíssimo – abrangendo uma monumental área de milhões de quilômetros quadrados num círculo englobando Jacarezinho, Londrina, Maringá, Umuarama e as respectivas cidades satélites desses centros.
Durães foi coroado pela História como o “Rei do Café” em nosso Estado no século passado, título que lhe foi conferido pelos mais sérios, autênticos e bem informados historiadores brasileiros em obras publicadas contando a saga da cafeicultura no Sul do País (São Paulo e Paraná).
Mérito outorgado em reconhecimento a um reinado que durou mais da metade do Século 20. Em praticamente todas as cidades nesse raio da geografia paranaense, há registros da participação direta e atuante do mineirinho Raimundo Durães.
E, quando se trata de Umuarama, a afinidade de Raimundo Durães é ainda mais forte, mais fraterna e muito maior. Paterna, diria... Como já contei anteriormente em reportagens publicadas em revistas e jornais paranaenses, foi Raimundo Durães quem batizou a cidade, hoje conhecida além-fronteiras como a Capital da Amizade! (ITALO FÁBIO CASCIOLA)
IMAGENS: Acervo de Italo Fábio Casciola
WWW.COLUNAITALO.COM.BR

Raimundo Durães foi coroado pela História como o “Rei do Café” do Paraná no século passado. E para Umuarama ele é uma figura histórica hiper especial: Foi ele quem escolheu o nome para batizar a cidade, hoje famosa no Brasil inteiro como a Capital da Amizade!!!

Três desbravadores: Durval Seifert, dono da Pensão Mineira; RAIMUNDO DURÃES, que batizou a cidade com o nome Umuarama; e Gastão de Mesquita Neto, um dos diretores da colonizadora CMNP (munido de uma câmera fotográfica para documentar o festim). A imagem é da grande churrascada oferecida pela colonizadora reunindo os fundadores da Capital da Amizade. Detalhe histórico: Essa confraternização aconteceu no meio da mata, ao lado do recém construído aeroporto da cidade... (Foto exclusiva do acervo histórico de Italo Fábio Casciola)













