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ARTIGO
Imprensa: quarto poder, primeiro poder, nenhum poder
Jornalista mostra a realidade na convivência entre a política e os veículos de comunicação...
Publicado em 24/09/2017 às 22:37 Italo
Imprensa: quarto poder, primeiro poder, nenhum poder

A mídia, por sua característica e abrangência, costuma ser vista pela sociedade como um poder constituído.

Não é para menos. A imprensa constitui-se hoje no principal instrumento para formar opinião. Mas no ranking dos poderes, em que posição ela se encontra? Depende da situação.

Quando comparada com os três poderes responsáveis pela organização política e social da nação, a imprensa comumente é citada como quarto poder. Isso porque a “autoridade” da mídia, por assim dizer, não pode ser maior que a dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Afinal, os veículos de comunicação também estão subordinados às normas estabelecidas por esses poderes.

Levando em conta essa “hierarquia”, a posição de quarto poder pode ser explicada por uma fórmula simples: O Legislativo faz as leis e fiscaliza sua aplicação; o Executivo põe em prática e o Judiciário garante seu cumprimento, enquanto a imprensa divulga e analisa tudo isso.

Mas há situações em que essas posições invertem-se e a mídia, às vezes, pode ser vista até como primeiro poder. E toma essa posição principalmente quando os demais poderes falham nos seus papéis. Quantos crimes

políticos foram descobertos por jornalistas, nesses casos, executando uma função que seria do Judiciário?

Quantas leis foram criadas ou passarem a serem cumpridas a partir da mobilização social provocada pela mídia?

Sem falar que os meios de comunicação mais poderosos são capazes de ajudar a eleger ou derrubar o poder político. Há quem diga que, especialmente alguns políticos, temem mais a imprensa que o Ministério Público.

Em que situações, então, o poder da mídia é afetado? Principalmente quando passa a depender dos demais poderes e assume um papel de subserviência. Um veículo de comunicação, antes de tudo, é uma empresa e como tal visa lucro.

Nesse caso, é muito comum a veiculação de informações patrocinadas pelo poder político ou econômico. Sem nenhum poder perante o mercado para garantir a própria sobrevivência, a imprensa abdica, de certa forma, de sua isenção.

Já está comprovado, pelas mais diversas teorias, que a imprensa tem o poder de influenciar a vontade popular.

Esse poder, porém, oscila conforme a posição ideológica de cada veículo ou mesmo de sua credibilidade perante a sociedade.

Por VALDIR BONETE, jornalista em Campo Mourão. Artigo publicado no diário “Tribuna do Interior”,22/09/2017.

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